Sala ambiente

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Língua Portuguesa

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dia D de leitura

ESCOLA ESTADUAL PRESIDENTE COSTA E SILVA

Missão: nossa escola tem por missão assegurar um ensino de qualidade voltado para o acesso e a permanência com sucesso do aluno na escola, colaborando na formação de cidadãos críticos e participativos, capazes de agir na transformação da sociedade, motivados pelos mais altos ideais de solidariedade ao próximo.

Visão de Futuro: Seremos uma escola voltada para a qualidade do ensino que ministramos pela maneira como atendemos nossos alunos, pela competência profissional, cooperação e solidariedade da equipe nas atividades escolares.

Valores: Solidariedade, criatividade, participação, liderança.

OBJETIVO: Criar em sala de aula espaço de formação continuada, por meio da leitura.

O terceiro dia D da leitura será destinado para a re-organização da sala ambiente. No primeiro período os alunos farão a leitura de um texto relacionado aos valores desenvolvidos na escola (criatividades, solidariedade, participação). Fazer um debate mediado pelo professor. Produzir quatro textos, de acordo com os temas trabalhados, sobre importância de se praticar esses valores. Anexar no mural externo. No segundo momento os professores planejarão a organização de suas salas de aulas, com a ajuda dos alunos. Deste momento deve sair um esboço de como você irá realizar esta ação (ambientalização das salas de aulas). Confeccionar a “Caixa da Criatividade”, com os objetos doados pelos alunos. Seguir as dicas.

CAIXA DA CRIATIVIDADE

Tesoura sem ponta, Tubo de cola, Pincel atômico, Canetinha, Giz de Cera, Fita Adesiva, Lápis de Cor, Tinta Guache , Régua, cola colorida, cola glitter...

Obs. A Caixa da Criatividade, vale ponto para a Gincana (a decoração e os objetos dentro dela).

ROTEIRO PARA O PLANEJAMENTO DA SALA

Realize uma sondagem com os seus alunos a respeito de ambientalização de salas de aulas, nesta conversa envolva o aluno em uma reflexão sobre ambiente facilitador da aprendizagem, a importância de conservar o patrimônio e os trabalhos produzidos por eles e pelos colegas. Explique o sentido de se trabalhar desta forma. Siga as questões:

O que você entende por sala ambiente?

Compara e diga a diferença de escola com salas ambientes e sem sala ambientes?

Estabeleça os pontos positivos e negativos de se ter salas ambientes?

Como você pode contribuir?


PORTUGUÊS:


· Mural para produções de texto

· Espaços formais de leitura

· Local para anexar materiais produzidos pelos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Frases de motivação

· Livro da biblioteca

· Alfabeto Gigante


Matemática


· Figura geométrica com os respectivos nomes

· Espaços formais de leitura (textos relacionado a matemática)

· Local para os trabalhos dos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Tabuadas gigantes

· Frases de motivação

· Livro da biblioteca


Ciências


· Tabela periódica

· Espaços formais de leitura (texto relacionados a ciências)

· Local para os trabalhos dos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Frases de motivação

· Organização do laboratório

· Livros da biblioteca


História e Geografia


· Mapas, Globo.

· Espaços formais de leitura (texto relacionados a geografia e história)

· Local para os trabalhos dos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Frases de motivação

· Livros da biblioteca


Inglês


· Dicionários

· Espaço vocabular

· Mapa (EUA – Inglaterra)

· Globo

· Espaços formais de leitura (texto relacionados a geografia e história)

· Local para os trabalhos dos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Frases de motivação

· Livros da biblioteca


Educação Física


· Espaços formais de leitura (texto relacionados a geografia e história)

· Local para os trabalhos dos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Frases de motivação

· Livros da biblioteca

· Materiais esportivos


Artes e Ensino Religioso


· Espaços formais de leitura (texto relacionados a geografia e história)

· Local para os trabalhos dos alunos

· Informes da escola (horários das aulas, código de ética, etc)

· Cartazes com conceitos prontos

· Frases de motivação

· Livros da biblioteca


Solidariedade na cabeça

Jovens de cabeça raspada fazendo cara de mau? Só pode ser algum ato de rebeldia - nada disso. Os meninos estudam em um colégio do Rio de Janeiro e rasparam a cabeça em solidariedade a um amigo que está com câncer. Carlos, de 17 anos, está fazendo quimioterapia e por isso não freqüenta mais a escola.

“Acho que nessas qualquer coisa já ajuda. Então eu cheguei e dei de todo mundo raspar o cabelo no churrasco. Todo mundo aceitou na hora”, conta o estudante Bruno Rossi.

“Eu cheguei de boné, meio tímido, porque fazia tempo que eu não via eles. Aí vi todo mundo careca. Foi a maior surpresa”, diz Carlos.

“Ele ficou sem nenhuma vergonha, tirou o boné e ficou a vontade com todo mundo”, lembra um Bruno Campos.

“Ele ficou a vontade. Não ficou diferente só por estar com a cabeça raspada porque todo mundo ficou igual”, lembra Beatriz Garcia, de 17 anos.

“Eu achei um negócio incrível na hora, abracei todo mundo, foi bacana para caramba”, conta Carlos.

“Todo mundo ficou super emocionado. A gente não sabia que eles iam raspar a cabeça”, diz Ana Luíza Senechal.

“As vezes você olha para um camarada desses um adolescente, acha que o adolescente em si parece um ser insensível não está ligando para realidade, mas pelo contrário”, afirma o professor Roberto Neri.

“Essa homenagem dos colegas foi uma coisa sensacional”, afirma a mãe de Carlos, Fernanda Lopes Claro.

“Porque é um tratamento muito penoso, doloroso, e isso serviu de incentivo para ele continuar. É um tratamento prolongado, de um ano”, aponta o pai do estudante, Guilherme Pessoa.

“Esse apoio foi importante para ficar feliz, para ficar melhor comigo, superar a doença, tanto que eu não fiquei mau humorado momento nenhum da doença, acho isso o mais importante”, comemora Carlão.

“A gente comentou: você está conseguindo levar muito bem, a gente ficou assim, como ele está reagindo assim?”, pergunta Ana Luiza.

“Esse negócio da gente raspar a cabeça foi tipo um gesto bacana, que serviu de exemplo, mas acho que o melhor exemplo é o próprio Carlão que está enfrentando essa doença que todo mundo sabe é muito difícil com bom humor, com força isso é um exemplo para todo mundo”, aponta Bernardo Segura.

CRIATIVIDADE

Alarme anti-enchente: a notícia de uma menina que morreu afogada em casa, porque não teve tempo de escapar de uma enchente, marcou tanto o adolescente Lucas Rezende Caetano, da cidade de São Miguel do Iguaçu (PR), que ele resolveu achar uma solução para que tragédias como esta não se repetissem. Lucas desenvolveu um sistema de alarme que alerta a população sempre o nível d’ água de um rio sobe acima do normal. “A proposta deste invento é dar à população tempo de abandonar o local quando há risco iminente de inundação”, explica ele. O sistema, que já foi testado com êxito, é composto por um adaptador sensorial eletromecânico acionado por água. Possui ainda uma placa de conexão telefônica com discagem automática para a defesa civil. Na FEBRACE, Lucas, que tem 17 anos, vai simular uma mini enchente para mostrar como funciona o seu invento.

“Isopor” ecologicamente correto: Se a fibra de buriti funciona como um bom isolante térmico para conservar os peixes trazidos pelos pescadores do Maranhão, por que não usar essa matéria prima como alternativa ao isopor? Com essa idéia na cabeça, Thiago Rodrigues de Anchieta Silva, de 17 anos, estudante da cidade de Imperatriz, passou a pesquisar o assunto com afinco. Nas brechas de horário entre o trabalho na padaria e os estudos na escola, ele conseguiu determinar o coeficiente de condutividade térmica e o calor específico sensível da fibra, mais especificamente do pepiolo – parte interna da folha do buriti. Resultado: ele descobriu que o buriti tem propriedades térmicas muito próximas da do isopor, com a vantagem de ser biodegradável. Sua descoberta poderá também ajudar a preservar os buritizais na região, já que para fazer recipientes de buriti não é preciso cortar a palmeira. Basta retirar suas folhas. Na FEBRACE, Thiago apresentará uma caixa confeccionada da fibra.

Filtro solar de urucum: estudando a epidemiologia de casos de câncer no Brasil, o estudante Bruno Fernando de Oliveira Buzo, de 17 anos, da cidade de Rio Claro (SP), constatou que o número de casos da doença em algumas etnias de índios era baixo em relação ao restante da população. Mais à frente Bruno associou essa suposta proteção à tintura do urucum e passou a estudar o assunto. Com a orientação de pesquisadores, ele descobriu e isolou o princípio ativo do urucum que confere a fotoproteção, a bixina. O próximo passo foi criar um creme à base de urucum e óxido de zinco (protetor físico), e testá-lo em roedores. “O resultado deste teste mostrou que esse protetor solar é tão eficiente quanto os que são comercializados no mercado”, conta Bruno, que irá em breve iniciar os testes do produto em humanos “A análise de custo de produção mostrou que esse produto pode ser vendido por um preço 42% menor que os demais protetores”, ressalta ele. “Minha expectativa é que isso beneficie a população de baixa renda, que não tem condições de pagar por um filtro solar convencional.” Na FEBRACE, Bruno levará amostras do produto.

Sensor anti-incêndio: aparelhos eletroeletrônicos, que possuem sistema de aquecimento por chapa, como ferro de passar roupa e chapinha de cabelo, podem provocar incêndios caso sejam esquecidos ligados pelo usuário. Para conferir mais proteção ao consumidor, duas estudantes de uma escola técnica Novo Hamburgo (RS) desenvolveram um sensor de toque e proximidade que desliga o aparelho automaticamente quando este não está sendo utilizado pelo usuário. “Além da proteção, esse sistema também proporciona economia de energia”, lembra uma das autoras do projeto, Solange Vanessa Sauter.

Braço mecânico: um braço mecânico, feito de PVC e seringas, e movimentado pela pressão da água, será uma das atrações da FEBRACE. A engenhoca, desenvolvidas por três estudantes de Santa Rosa de Goiás (GO), é capaz de pegar pequenos objetos quando se movimenta as mangueiras que ficam conectadas ao braço. “O mecanismo foi concebido segundo o Princípio de Pascal”, diz a orientadora do projeto, a professora Kátia Faria Bessa. Segundo esta lei da Física, qualquer alteração de pressão produzida num líquido em equilíbrio transmite-se integralmente a todos os pontos do líquido e às paredes do recipiente. Cadeiras de dentista, elevadores de automóveis e freios hidráulicos são algunas exemplos de aplicação desta lei da Física “Neste caso, o braço mecânico será usado como uma ferramenta de ensino, ajudando alunos do ensino fundamental a compreender a Lei de Pascal.”

Software para deficientes visuais: dar condições para que deficientes visuais tenham autonomia na hora de fazer um prova na escola ou em um concurso público. Essa é a proposta do ÁudioTeste, um software criado por dois alunos de 17 anos da Fundação Nokia de Ensino, de Manaus (AM), que conta com recursos de áudio e teclas de atalho para orientar passo a passo a execução de um teste. “Com este software, o deficiente visual não precisa que outras pessoas ditem as questões para ele”, conta Marcelo Henrique Souza da Silva, um dos autores do projeto. Além disso, o programa possui ferramentas para o avaliador criar e alterar a prova; aplicá-la em rede e ainda enviar o resultado por e-mail. O software estará no evento para demonstração.

Descarga d’água econômica: enquanto engenheiros e designers quebram a cabeça para criar vasos sanitários que economizem mais água, dois estudantes do Pará desenvolveram um sistema de descarga com esta finalidade baseado em um conceito muito simples e de baixo custo. Batizado de Deas – Dispositivo de Economia do Aparelho Sanitário, esse sistema prevê que haja duas cordas para acionar a descarga em vez de apenas uma. “Uma corda, que solta menor vazão de água, é para o descarte da urina; a outra, com maior vazão, é para as fezes”, explica Rennan Leite, de 17 anos, um dos autores do projeto que estuda na Fundação Bradesco em Paragominas (PA). Ele conta que no Estado do Pará a descarga acionada por corda é a mais usada pela população de baixa renda. “Mas esse conceito também pode ser aplicado em descargas acionadas por botão; basta ter duas opções de vazão de descarga.” Um modelo da descarga será apresentado na FEBRACE.

PARTICIPAÇÃO

O sonho da Vanilda era criar um espaço onde todas as pessoas interessadas pudessem ter acesso livre aos livros. Aos primeiros exemplares que ela comprou se somaram outros milhares de livros doados, formando uma grande biblioteca comunitária. O sonho dela se concretizou, cresceu e já se tornou muito maior do que era. Hoje, ela acolhe e ajuda moradores de rua, cozinha almoço todos os dias para a comunidade carente, prepara o lanche da tarde das crianças, recolhe e doa cestas básicas. Além disso, algumas salas da biblioteca são curingas: num dia servem de sala de leitura; no outro, viram consultórios médicos, nos quais voluntários atendem a população. As mesmas salas, no dia seguinte, viram palco para os professores darem aulas preparatórias para o vestibular. E mais: aos sábados, os adolescentes podem ter aulas de informática.
O galpão não fecha nunca! E tudo isso sem contar com nenhum tipo de ajuda do governo. O que mantém a Biblioteca Comunitária Graça Rios aberta é a eterna disposição e boa-vontade da Vanilda. Sem falar na força dos mais de 150 voluntários e mantenedores que a auxiliam nessa luta pela inclusão social de centenas de crianças. Veja a seguir o depoimento dessa verdadeira vencedora.
"'Eu não pago você pra ficar lendo os meus livros! Pago pra você trabalhar!' Com essas palavras, minha patroa me mandou embora da casa dela. Aos 14 anos, eu só queria estudar, ler, aprender. Mas, com pais analfabetos e sem dinheiro, larguei a escola sem terminar a 6ª série, fui ser babá de uma criança e parei no olho da rua só por causa de um livro!
Eu gostava de ler em voz alta para a menina que eu cuidava. Eram histórias que eu queria conhecer. Quando ela dormia, eu levava o livro ao quarto e continuava a ler. Um dia minha patroa me pegou com A Escrava Isaura e ficou muito brava! Fui pra rua, mas, antes, deixei um aviso:
- Um dia vou ter uma biblioteca muito grande dentro de casa. E quem quiser vai poder pegar os livros emprestados. Ninguém vai ser proibido de ler!
A cada novo salário, um livro novo
Saí daquela casa e, com o dinheiro do acerto, fui comprar um exemplar de A Escrava Isaura pra mim numa loja. Poxa, eu precisava saber como era o final daquela história!
Quando consegui outro emprego, a cada salário que eu recebia, ia até a livraria e comprava um livro novo. Quando eu terminava de ler, emprestava a quem quisesse!
O tempo passou, mas não a minha vontade de ler e de aprender. Eu gostava tanto de estudar que comecei a ajudar os meninos da favela onde morava com a lição de casa. Sempre que eu podia, explicava a eles o que não tinham aprendido na sala. Mas, como estudei pouco, não demorou muito para que os moleques chegassem à 7ª série, à 8ª, e quem foi ficando pra trás fui eu.
Foi então que tive a ideia de pedir ajuda a pessoas que tinham estudado. Elas começaram a doar livros usados, apostilas, cadernos. Eu aprendia e ensinava aos mais novos. Quem quisesse também levava os livros pra casa. Com o tempo, não dava mais pra guardar todos os livros embaixo da minha cama. Não tive dúvidas! Tirei o colchão e coloquei prateleiras no quarto todo. Eu posso dormir em qualquer lugar, mas os livros precisam de um cuidado especial.

LIDERANÇA

Kielburger hoje tem 25 anos, mas sua historia começa muito antes disso, mais precisamente 13 anos atrás, aos 12 anos. Muitas vezes falamos que somos jovens demais, afinal o que podemos fazer??Um dia Kielburger estava lendo tirinhas no jornal quando uma noticia no jornal chamou sua atenção era uma notícia sobre Iqbal Masih, um rapaz paquistanês da sua idade, ex-trabalhador da indústria de carpetes, que falou em público contra o trabalho infantil e foi assassinado. Diante disso Craig resolve lutar por essas crianças vira ativista e com o apoio dos pais e irmão mais velho reuni-se a outras crianças e funda a Kids Can Free the Children (KCFTC), a KCFTC é maior organização não governamental no mundo formada apenas por crianças e jovens que se dispõem a ajudar outras crianças.São 100 mil membros, espalhados por 35 países, lutando contra o trabalho infantil. A KCFTC já foi responsável pela construção de centenas de escolas em comunidades pobres e investiu milhões de dólares em kits de saúde e em equipamentos médicos. Sua ação mais simples é coletar material escolar. Os kits escolares já chegam a 100 mil. O último desafio da ONG está na criação, junto com as Nações Unidas, de centros da paz para reeducar crianças afetadas por conflitos.Craig já ganhou diversos prêmios e já concorreu 3 vezes ao premio Nobel da Paz, tem dois livros publicados e já teve contato com pessoas sem duvida especiais Madre Teresa, Nelson Mandela, Dalai Lama , Papa João Paulo II são apenas alguns nomes.Sem duvida alguma ele é um exemplo para jovens e crianças do mundo inteiro.Abaixo trechos de uma entrevista com Craig Kielburger (CK):

Qual é o significado de ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz com tão pouca idade?
Craig Kielburger: É uma grande honra e uma grande vitória. Como parte do nosso objetivo é formar jovens ativistas que atuem como cidadãos globais, a simples indicação comprova que a juventude tem um importante papel e deve estar na mesa de negociações com os adultos, buscando um mundo mais justo, pacífico e humano. Esta vitória é uma mensagem aos jovens: temos o poder, a habilidade e a responsabilidade de provocar mudanças em nossas comunidades.

CC: De que forma o seu trabalho influencia os jovens?
CK: Ajudamos crianças em dois níveis. O primeiro é o mais óbvio. Nós já construímos 350 escolas, nas quais 20 mil alunos recebem educação todos os dias. Temos projetos de renda alternativa. Já enviamos US$ 2,5 milhões em kits de saúde e em equipamentos médicos para países pobres. O outro nível é o de capacitar e dar autoconfiança às crianças, para que compreendam que elas têm a habilidade para ajudar outras crianças. Nossa organização é única porque somos crianças ajudando crianças. Nossas escolas são erguidas com recursos arrecadados por grupos de crianças, que lavam carros, vendem doces. São pequenas ações que se somam e possibilitam a construção de escolas numa comunidade pobre em outro país. Estamos criando cidadania global.

CC: Como tornar as crianças conscientes do seu papel no mundo?
CK: Alguns acham que na América do Norte é mais fácil ignorar os problemas porque estão longe. Acredito, porém, que é mais fácil ignorá-los num país como o Brasil, pois a pobreza está em todo o lugar. Você fecha seus olhos e seu coração. Quando adultos fazem isso, as crianças aprendem a fazer o mesmo pelo exemplo. É preciso conversar com as crianças sobre esses temas, perguntar como elas se sentem, como gostariam de ajudar. Os adultos devem trabalhar como voluntários para dar exemplo. Abra o jornal, discuta os problemas sociais.

CC: Quanto custaria colocar na escola todas as crianças que hoje não têm acesso à educação?
CK: O último cálculo das Nações Unidas indica um custo de US$ 12 bilhões anuais até 2015. Isso equivale ao que a Europa gastou em sorvete em 2001. É igual ao que os consumidores dos Estados Unidos gastaram em cosméticos no mesmo ano. Você pode dizer que sou um jovem idealista, mas as Nações Unidas, o Banco Mundial e o FMI já concordaram que o mundo poderia eliminar as piores formas de miséria no prazo de apenas uma geração. Mas os gastos militares do mundo por ano chegam a US$ 800 bilhões. Enquanto isso, mais de 1,3 bilhão de pessoas vive com menos de US$ 1 por dia.

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